PESCADORES

Tia Nadia era conhecida em toda a costa por suas pescas abundantes, trazia pra vila grandes robalos q fugiram 10 vezes antes de seres pegos, tilapias q praticamentes pulavam na rede, quase q hipinotizadas pelo olhar sereiânico dela, uma vez fisgou um peixe namorado que era famoso por frequentar terras mto distante cheia de tempestasdes, cuja só a pescadora Reiva alcancava e o pescava rotineiramente. Tia Nadia fazia questao de sempre estar cercada por uma pequena multidao para que ninguem duvidasse de suas historias, e por assim fazer ja comecara ficar famosa.

Porém outras pescadoras já haviam comecado criar historias sobre como tia Nadia era cruel com suas pescas, como gostava de olhar seus olhos esbugalhados enquanto enfiava ainda mais o anzol, mesmo quando os tivera pego em rede. Faziam questao de comprar aquelas pescas com marca de anzol.

Um dia pedi pra tia Nadia me levar com ela, pois sabia q eram fofocas, que tia Nadia era boa demais para tais crueldades. Vi sua incansável sequencia de tentativas de pegar os que negavam suas investidas, quase me joguei na rede ao ver seu olhar predador sobre as tilápias inocentes, que nem entendiam o que iriam sofrer, mas hipinotizadas pela pescadora sereia pareciam esquecer da necessidade que tinham da agua. Ela foi calmamente pra perto da tempestade, os outros barcos ficando cada vez mais distantes, seguros. Porém, de repente virou o barco de forma a ficar margeando a área dos namorados da tempestade parecendo nem se importar com eles, como se a tempestade e aqueles q nela estavam fosse mais desinteressantes que sardinhas saltando da agua nas redes. De repente o barco estava cercado de namorados curiosos, e ela como quem acabara de descobrí-los pela primeira vez, os levava pro doce antro de seu barco, ali ja cheio ao fim da noite.

Foi entao que eu vi, tia Nadia fazia questao de usar seu anzol para tirar quaisquer resíduos de sujeira do mar q machucam suas pescas, mesmo ja mortas. Acariciava cuidadosamente cada uma delas em busca dos machucados e se o que os causara ainda estivesse na pele, quando encontrava, fincava fundo o anzol em suas peles ainda transpirantes ate chegar na causa do machucado. Então tirava-as com um brilho no olhar, um sentimento de recompensa q deixava escapar por um suspiro suave, mas audível. Olhava dentro dos olhos de cada um, um olhar penetrante q me fazia sentir q se fosse dirigidos a mim, me faria revalar meus mais profundos segredos, examinava cada olho mas ao nao encontrar nenhuma sujeira, nenhum pedaço d vidro quebrado ou ate mesmo nenhum sangramento interno, os deixava com desinteresse.

Ao voltar a praia perguntei a ela:

_ Tia Nadia, com tantas habilidades você nunca pensou em ser algo a mais que uma simples pescadora?

_ Claro meu querido - me respondeu com um sorrisinho quase indecente -  mas em que outro lugar eu iria conseguir cuidar dos machucados sem me preocupar em ferí-los?

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