Uma investigacão do valor da essência humana nos comportamentos de uma nova economia.
Escrito por Geoff Colin, a obra dissertativa vem na tentativa de responder algumas questões que constantemente fazemos ante a evolução tecnológica: as máquinas roubarão meu emprego? Como ser um profissional valorizado em um mundo onde os computadores fazem quase tudo? O que eles nunca conseguirão fazer? Nessa caminhada investigativa, o autor vai em busca das habilidades que são exclusiva dos seres humanos, não porque computadores nunca poderão realizá-las, mas porque não têm o mesmo impacto quando vêm de máquinas.
Todas essas habilidades se baseiam na empatia, mecanismo humano de identificar e responder apropriadamente às emoções dos outros. Desde uma consulta médica, onde é apresentado evidências de que a empatia do médico ao tratar o paciente gera grandes impactos no sucesso almejado ou nos campos de batalhas do Oriente Médio, onde lidar com civis de forma empática pode evitar muitos conflitos.
A partir dessa habilidade, é mostrado como agir de forma empática nos grupos de trabalho aumenta significativamente os resultados. Quando os integrantes do grupo se preocupam em construir relações de confiança e se ajudarem mutualmente, as inteligências individuais se somam e se complementam, de forma que os integrantes rendem mais.
Assim, embora os computadores possam reproduzir muitos desses comportamentos, o fato de sabermos que não estamos lidando com um igual tiraria o senso de coletividade, de corrente, de olhar "olho no olho", o que não produziria o mesmo efeito de construção de relacionamento e confiança.
Afinal, os seres humanos confiam acima de tudo em que eles podem olhar no olho, analisar as mensagens passadas nas expressões corporais e tom de voz e, portanto, sempre serão necessários outros humanos para estabelecerem relações com clientes, parceiros, demais stakeholders e com outros humanos que afetam nossas atividades.
O livro também mostra um novo conceito de conflito, o de narrativas. Com tantas vozes contando coisas diferentes sobre o mundo, abre-se uma guerra de histórias contadas que buscam despertar a confiança e a simpatia dos seus interlocutores.
Ao fim, a obra se mostra como um sopro de esperança ao olharmos que o que será mais valioso nessa economia emergente é o que temos como essência humana, nos conectarmos. Não através de redes virtuais, mas as reais conexões: frente a frente, tato a tato, aquela conexão cientificamente comprovada que ocorre quando duas pessoas se olham. Afinal, como diria o citado na obra Stephen Denning "se você está tentando fazer algo difícil como pegar uma organização [...] e arremesá-la para o futuro, [...] esteja lá pessoalmente!".
Comentários
Postar um comentário