UMA VEZ CONHECI UMA ASTRÔNOMA

Uma vez eu conheci uma astrônoma. Ela se apaixonou por observar as galáxias e como elas funcionavam. Me contou que descobriu planetas incríveis, roxos, azuis, marrons, que possuiam rochas lindíssimas, tempestades vulcânicas terrivelmente fascinantes e se atraiam uns aos outros as vezes por gravidades pequenas, mas que mudavam o movimento deles em lindas danças. As vezes era tão grande a gravidade que eles faziam movimentos totalmente inimagináveis, iam para lugares q era impossível se não fosse especificamente aquele outro planeta, lua ou estrela, daquele peso e forma específica o puxando e afastando. Se modificavam a cada vez que trocavam asteroides, se despedaçando e voltando a se formar de um jeito novo.

Ela observou mais e mais galáxias cada vez mais longe, todas ligadas de uma forma única. Mas se sentia miserável por tudo aquilo estar tão distante, tanta riqueza e ela nunca sairia da pequenina terra, uma poeira dentro de uma só galáxia. Mas então ela ouviu vozes e olhou nos olhos marrons que estavam a sua frente, a conversa continuava enquanto a sexta garrafa se acumulava na mesa do bar. Estava cheio aquela noite, pessoas dançavam e se transformavam a cada palavra, toque e sorriso, pareciam emanar uma energia gravitacional única, muito poderosa. A paixão dela não estava tão longe afinal, tinham tantas galáxias fora do telescópio.

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